Desejar coisas é uma emoção legítima do ser humano. Afinal, na nossa experiência de vida na terra, o ato de desejar é parte importante da realização pessoal e profissional. Ausência de desejo pode significar muitas vezes, ausência de vida e de alegria. O problema não está no desejo em si; está no desejo que extrapola os limites do bom senso, torna-se excessivo e passa a ser causa de problemas.
A psicologia diz que toda qualidade levada ao extremo é um defeito. O desejo em excesso ofusca a razão e a racionalidade. As pessoas que têm compulsão ao consumo não são pessoas que apenas desejam coisas; elas compram por impulso, compram em exagero e, por conseguinte, compram o que não precisam com dinheiro que não têm.
O primeiro passo para melhorar a gestão das finanças pessoais é arrumar os papéis e documentos, e fazer os registros segundo uma técnica que faça sentido. Se você tem dificuldade em entender e classificar os documentos conforme a lógica contábil, procure ajuda de um financista ou contador. De início, já há uma vantagem: a elaboração da sua declaração de imposto de renda
ficará bem mais fácil.
Ao contrário do que muitos pensam, o dinheiro não é uma questão material. O dinheiro tem uma questão existencial: ele ajuda a conquistar tempo, liberdade e controle sobre nossa vida. Não é necessário ser rico para ser feliz (...) Todavia, a falta de dinheiro gera sofrimentos, sobretudo na fase em que somos mais vulneráveis: a velhice. (...) Mais importante do que o tamanho do seu patrimônio é a certeza de que ele vai gerar fluxo de renda capaz de garantir uma vida digna e tranqüila.
fonte Prof. José Pio Martins, no livro Educação Financeira, Editora Fundamento